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sobre magia

Eu estava vendo televisão com meus pais hoje e passou uma chamada sobre o caso de um menino que tinha alergia à comida. Isso desencadeou uma conversa sobre alimentação, nutrição e condições de vida.

Meu pai, um ser bastante incomum, logo levantou suas teorias sobre mudança dos tempos, novas formas de vida, mimimi… Por sinal, eles está de novo fazendo a dieta de purificação. Somente vitamina e macarrão. Bizarro.

Em contrapartida, a primeira coisa que pensei foi no menino vivendo de comprimidos vitamínicos, suplementos alimentares… tudo para suprir suas necessidades orgânicas. Uma vida repleta de pílulas coloridas totalmente sem graça.

Mais tarde procurei alguma coisa sobre o caso na internet.

A situação do coitado do menino era muito pior do que eu imaginava: ele usa uma sonda ligada diretamente ao seu estômago 20h por dia pra se alimentar. Obvio que eu pensei com pena na situação.

Um dos maiores prazeres que tenho no mundo é olhar um prato, sentir seu cheiro e comê-lo. É algo que ultrapassa a necessidade, comemos por prazer.

Daí fui ampliando o pensamento e, no final das contas, cheguei novamente ao mesmo ponto de sempre: o homem gosta do ritual, da performance, da magia. É uma característica humana. Saímos da necessidade para o prazer. E isso vai desde comida até bebês. A procriação que perpetua a espécie passa por todo um ritual e, se você tiver sorte, até amor. Não sei o que pensar sobre os casos de amor homossexual, já que teoricamente não possuiriam uma utilidade biológica. Contudo, lembro de um professor no colégio falando de uma tese de biologia sobre o comportamento homossexual surgindo na população para controlar o crescimento demográfico. Bizarro, mas possível.

Mas acho que nós inventamos um mundo para diminuir a frieza e secura do mundo real.

É nessas horas que penso na publicidade como algo naturalmente humano, por mais estranho que soe. O que muda são os objetivos de comunicação. Pode parecer uma afirmação ingênua, mas não é. Eu entendo como o mercado se comporta, só acho que a técnica poderia ser usada para outros meios.

Mas, no final do raciocínio todo, o que eu fiquei pensando foi:
existem várias formas de se fazer as coisas, apenas escolha a forma mais bonita segundo os seus valores estéticos. A sua fidelidade a eles traz sentido a sua vida.

Com poesia a vida é menos dura, menos seca.

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nhááááá

mas gosto de escutar voce falar sobre o que gosta

quer dizer amor pros peixinhos e pras romãs.

adoro representações visuais

No Festival Internacional de Dança do Recife de 2007, foi apresentado, no Santa Isabel, o espetáculo Tempo 76 da coreógrafa Mathilde Monnier. O espetáculo falava sobre o cotidiano utilizando o uníssono.
(esse vídeo é de um festival. o espetáculo é logo a primeira coisa a ser mostrada)
Lembro que as coisas que mais me impressionaram na apresentação foram o cenário (um gramado verde sintético), os dançarinos (com corpos totalmente diferentes entre si (gordos, magros, alto, baixos, asiáticos, europeus) e o efeito que a coreografia conseguia. De imediato lembrei de Janaina Calazans na aula falando sobre comunicação de massa:

Segundo Blumer, a massa possui quatro componentes:
1. Seus membros podem vir de qualquer profissão e de todas as camadas sociais.
2. A massa é um grupo anônimo ou, mais exatamente, composta de indivíduos anônimos.
3. Existe pouca interação ou troca de experiência entre os membros da massa.
4. A massa é “frouxamente” (informalmente) organizada e não é capaz de agir de comum acordo e com a unidade que caracteriza a multidão.

Foi uma representação visual de um conceito teórico genial para mim. Pensei “tudo faz sentido agora”.

Hoje faleceu a coreógrafa e bailarina alemã Pina Bausch. Não a conhecia, descobri através do twitter de Dani. No tweet ela linkou um vídeo. Ao vê-lo, levei o sustinho de amor e relembrei o conceito de massa de Blumer. Só que não há como negar, o resultado de Pina é muito mais tocante. E olha que eu só vi por vídeo. Imagina a catarse ao vivo. Através dos movimentos dos corpos do coro de dança se via muito mais imagens sendo formadas do que somente corpos em movimento. Lindo. E não há como não falar da interpretação dela solando. De chorar.

Mas bem, adoro representações visuais de conceitos teóricos ou não.

ah… se essa rua fosse minha!

Dizem que sagitarianos possuem um mundo totalmente próprio onde se isolam. Eu pendo a acreditar que sim. Como sagitariana sei que de fato isso procede. Tendo a me perder, muitas vezes durante conversas com amigos, em uma dimensão paralela aos jasmins. Por que eu estou dizendo isso? Pra me explicar por que usei essa foto para o nome do blog. É desse flickr aqui, de uma menina do Oregon. Eu falo menina, mas com certeza deve ser uma mulher de trinta e poucos anos. O importante é que ela tem um gosto genial, um jeitinho de olhar o mundo muito bonito. Com certeza minha dimensão paralela aos jasmins. Eu não vou negar que eu tenho um gosto pra lá de romântico, que adoro papel de parede e que achei linda a mansão de desejo e reparação! Vou fazer o que? Bem, é só porque o flickr dela é lindo e se eu continuar fuçando já estou vou acabar encontrando as amigas dela que devem ter a mesma vidinha! Invejinha respeitosa… Atualmente sou obrigada a viver nesse mundinho aqui. Quando eu crescer quero poder viver num mundinho desses.